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Reunidas no espaço da Casa Redonda, Crianças de 2 a 6 anos compartilham os espaços livremente, cercadas de uma Natureza vibrante. Ao longo da manhã, criam suas próprias brincadeiras e escolhem espontaneamente seus encontros consigo mesmas e/ou com as outras e os outros. Elas se integram e interagem movidas por interesses comuns, independentemente de sua faixa etária.

Os movimentos que acompanham estes gestos nada tem de aleatórios. Seus fios carregam sentidos que se manifestam pela imaginação trazendo camadas profundas do ser que ali se expressa.

Se acompanharmos uma Criança durante apenas uma manhã, como educadoras e educadores, seremos surpreendidas e surpreendidos pela variedade e qualidade de experiências vividas por elas em suas brincadeiras e perceberemos nitidamente a presença de um fio condutor que percorre passo a passo aprendizagens significativas envolvendo as várias linguagens de conhecimento.

Sobre esse chão, a Criança se inicia no domínio de sua língua universal: o Brincar. Esta língua pertence à cultura humana, e a natureza dotou a Criança de uma maestria sem par nessa linguagem de conhecimento. Cada gesto do corpo em movimento, brincando, revela o sentido humano de viver e conviver numa mesma casa: o planeta Terra.

A Casa Redonda reúne uma experiência viva em Educação feita por adultas, adultos e Crianças que compartilham seus saberes e fazem do conhecimento ação no mundo - principalmente, por meio da Educação Infantil (Escola) e pela Formação de Educadores (Centro de Estudos).

A Escola 

Somos uma escola?

Sim, se nos reportarmos à etimologia da palavra que em grego, skhole, que quer dizer tempo livre. Nesta CASA, diante do ser que se manifesta a nossa frente, tomamos como postura a escuta sensível, de coração à coração, que cultivam vínculos profundos de afeto e identificação. Nossa Escola, que recebe Crianças de 2 a 6 anos, foi certificada como referência de Inovação e Criatividade na Educação Básica pelo Ministério da Educação – MEC.

Assim como as Crianças que ao brincarem entregam-se por inteiro à liberdade de SER no aqui e agora, nós como adultas e adultos precisamos reconhecer a vida como o brinquedo que nos foi dado a brincar.

Brincar como um ato de inteireza que nos atravessa pela linguagem corporal e oral afirmando nossa força de representação e transformação no mundo.

Na Casa Redonda, abrimo-nos para o encontro sensível com a vida presente em cada um de nós onde, juntas e juntos, caminhamos para a liberdade de ser quem se é em comunhão com a Natureza que somos.

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Sobre 

A Casa Redonda foi idealizada e fundada pela pedagoga Maria Amélia Pinho Pereira, conhecida como Peo.  ​  Peo tinha formação

"As Crianças apontam o nosso futuro. Cada Criança é um grande mistério da vida, com todas as possibilidades de trazer uma nova dimensão à espécie humana. Elas são pequenos poetas, um mistério se revela a cada dia diante delas. Tenho contato diário com as Crianças e sempre aprendo uma coisa nova. O ser humano é um aprendiz nato, nós nascemos pra crescer e evoluir. O trajeto humano se inicia na Criança, no qual a linguagem do Brincar é a primeira, trabalhando a imprevisibilidade e a alegria. O Brincar pertence à alma e à essência do ser humano. Por isso um espaço de aprendizagem para a infância não pode abdicar da Natureza. Eles precisam de um espaço onde o tempo sem tempo possa ocorrer. O tempo da Criança é infinito, sem pressa."

A Casa Redonda foi idealizada e fundada pela pedagoga Maria Amélia Pinho Pereira, conhecida como Peo.

Peo tinha formação em Cinesiologia pelo Instituto Sedes Sapientiae - São Paulo e foi sócia Fundadora da Escola Vera Cruz –SP, Vice –Presidente do Instituto Brincante-SP e Fundadora da OCA- Associação Aldeia de Carapicuíba –SP.

Foi conferencista internacional em congressos organizados pela IPA “International Playing Association for the Child’s Right to Play” em Washington, Buenos Aires, Tóquio, Melbourne e participante como palestrante convidada na Britsh Columbia, Vancouver, Canadá, assim como em Congressos e Encontros de Educadores nos Municípios: São Paulo, Embu, Osasco, Carapicuíba, Salvador, Belo Horizonte, Poços de Calda, Brasília e Porto Velho.

Participante em cursos para Formação de Educadores nas Universidades: Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pontifícia Universidade Católica de Poços de Caldas (PUC - Minas), Universidade Nacional de Brasília (UNB) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Peo foi Membro do Conselho Editorial do International Play Journal e teve como publicações:

  • “O Professor: Uma Pessoa Guardada e Aguardada” - Ed. Vozes

  • “Uma Experiência em Educação” - Imprensa Oficial, Bahia

  • “Educação da Sensibilidade” - Editora Universidade de Brasília

  • "Casa Redonda: Uma Experiência em Educação com Crianças" - Ed Livre, 2ed.

  • Artigos publicados nas revistas: Psicologia da Usp, Revista Hermes do Sedes Sapientiae, Revista Crítica do Departamento de Educação da UNB, e outras.

Equipe

Contamos na Casa Redonda com uma equipe multidisciplinar, que traz em seus saberes a Música, as Artes Cênicas, os fazeres manuais, as Artes Plásticas, a Cultura Tradicional Brasileira e a Cultura da Infância. Conduzidas e conduzidos pelas experiências junto com as Crianças a desenvolver um olhar sensível, que esteja aberto à receptividade ao ponto de transformar as relações entre adultas, adultos e Crianças, comungando em uma aprendizagem mútua em um espaço de Educação unificado, onde todas e todos crescem e aprendem mediadas e mediados pelo mundo que nos circunda.

A observação é o nosso diário de bordo para as reflexões sobre nossas propostas e práticas diárias, junto com nossas bagagens teóricas, amadurecendo a nossa ação educativa e tornando nossa equipe consciente e comprometida com o papel de ser uma pessoa educadora.

"O grande desafio como educadores na prática diária da Casa Redonda é nos aprimorar como pessoas abertas à aventura de confiar no potencial humano já presente na Criança e aprender com ela o sentido que a vida em liberdade segue vivendo em si mesma, celebrada através de suas brincadeiras." - Maria Amélia Pinho Pereira (Peo).

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